Melhor food truck de SP aposta em tratamento personalizado

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Obrigado a todos os envolvidos!

“Eu queria um X-Buzina.”
“Claro! Qual seu nome?”
“Ricardo.”

“Vai ficar pronto rapidinho, Ri.”

“Ri?” Uma forma que alguns food trucks encontraram para compensar o ambiente impessoal e a infraestrutura um pouco precária das ruas de São Paulo é tentar se vender como um local de carinho, um coisa informal entre amigos.

Lembra um pouco o Baby, da Família Dinossauro, aquele fofo personagem que ficava dizendo o tempo todo “Você tem que me amar!”.

O caminhãozinho do Buzina, eleito pela maioria dos jurados como o melhor food truck da cidade e que circula majoritariamente pela Vila Olímpia, região da Paulista e Vila Madalena, é repleto de inscrições sobre o amor. “Buzina ama você”, coraçãozinho desenhado com giz no quadro-negro de preços, fofurices aqui e ali.

É preciso, de fato, algum apego sentimental para compensar o calor que faz nos dias mais quentes ao ar livre na hora do almoço. Outras dificuldades da “vida nas ruas” são as opções limitadas que uma cozinha pequena acaba impondo (uma única sobremesa, por exemplo, uma musse de chocolate um pouco enjoativa, a R$ 7) ou a onipresença de materiais descartáveis -talher de verdade nem pensar, claro.

Mas é preciso admitir que o lanche, de R$ 25, é realmente gostoso -além do hambúrguer generoso, vem com linguiça ibérica moída e fritas. Há ainda uma opção vegetariana que parece fazer sucesso. E, convenhamos, pelo menos a atendente não me chamou de “Ricky”.

Por Ricardo Mioto

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