história

Nosso negócio é rodar por aí, servindo comida boa, respeito e amor da janela do nosso caminhão, todos os dias.
Mas vamos olhar um pouco pra onde esse movimento começou.

NOS EUA

• Através da necessidade de alimentar os inumeros pastores de boiada que passavam meses na estrada após a guerra civíl, surgiu o chuckwagon texano, criado por Charles Goodnight em 1866. Percebendo o quão difícil era cozinhar durante viagens de boiadas, Goodnight pegou uma robusta carroça, construiu prateleiras e gavetas internas e a equipou com utensílios de cozinha, condimentos e primeiros socorros. A comida baseava-se em grãos e farinhas não perecíveis e a carne consumida era bovina ou suína, seca, salgada ou defumada e muito gordurosa.

• Na década de 1890, já era comum ver carroças de comida servindo trabalhadores noturnos em grandes cidades como Nova York. The Owl foi a líder das carroças noturnas.

• No final dos anos 50 vieram a versões posteriores às carroças: os roach coaches. As cantinas móveis eram autorizadas a servir refeições em bases militares.

• O ressurgimento dos food trucks aconteceu no período pós-recessão, nos anos 2000. Chefs de restaurantes sofisticados, cozinheiros experientes, se viram sem emprego e encontraram no food truck uma opção óbvia.

• Comuns nas grandes cidades dos EUA, food trucks passaram a ser encontrados também nas zonas rurais dos EUA. Nos grandes centros os food trucks não só são procurados por serem acessíveis e baratos, mas também por sua nostalgia! E sua popularidade continua crescendo.

NO BRASIL

• Não há nada mais natural do que comer na rua. Barracas de sardinha em Portugal; de bratwurst mit zenf na Alemanha; de chás na Índia; de crepes na França; e de cachorro-quente, acarajé, churrasquinho, pastel, caldo de cana e etc, no Brasil. Comida de rua, bem feita, é sinônimo de sociabilidade, compartilhamento, cultura, e além disso tem como característica o baixo custo.

• Até o ano de 2013, em São Paulo, eram qualificados legalmente como comida de rua apenas os bons e velhos pastéis de feira e os carrinhos de cachorro quente. Esses precursores seguiram assim durante décadas, sem grandes concorrências, e carregando sozinhos todo o charme cultural da comida de rua tipicamente paulistana.

• Em dezembro de 2013 o Buzina Food Truck ousou e foi para as ruas. Inovou a cultura gastronômica de rua trabalhando através de acordos para estacionar e servir em espaços privados. Nasce aí a comida de qualidade, ‘quase’ na rua.

• Em 2014 foi sancionada a lei municipal que permite, sob concessão, a venda de comida de rua em São Paulo. Os Food trucks vieram pra ficar!

• Desde então, o interesse e o mercado de comida de rua no Brasil só aumentou. Cresce a produção de veículos especiais, os espaços para feiras gastronômicas sobre rodas, a mídia especializada e o principal: o público que se identifica com o movimento e é peça fundamental!